A Capital mais disputada do mundo – Jerusalém

“Estamos entrando na Cidade Velha… Chegamos ao Muro Ocidental… O Monte do Templo está em nossas mãos!!!!”

Estas palavras, impregnadas de emoção, gritadas pelo repórter que acompanhava as forças armadas de Israel ao entrarem na Cidade Velha de Jerusalém, foram pronunciadas num dia vitorioso de junho 1967. Este era o fim da Guerra dos Seis Dias.

Considerada como grande milagre, a vitória de Israel nesta guerra era vista como impossível, aos olhos humanos. Atacada por todos os lados, Israel lutou da manhã de 5 de junho até a noite de 10 de junho – do mesmo ano, 1967. Os exércitos inimigos da Síria no Norte, da Jordânia no Oriente, e do Egito no Sul, avançaram contra o pequeno país do tamanho do Sergipe, com a ajuda de outros países, tais como Arábia Saudita, Iraque, Líbia, Sudão, Tunísia, Marrocos e Argélia.

Esta guerra teve início com um ataque de Israel contra a Força Aérea do Egito, pois o perigo à existência de Israel era iminente.

O espaço aqui é curto para contar a história completa destes 6 dias que mudaram o curso dos povos na região. Mesmo assim, um dos resultados mais interessantes da Guerra dos Seis Dias, foi a criação repentina de um ideal “palestino”. Até a conquista da Cidade Velha de Jerusalém por Israel, liderada pelo legendário ministro da defesa Moshe Dayan, e do General das Forças Armadas, Itzhak Rabin, não exisitia um ideal palestino cuja capital fosse El Kudz – o nome em Árabe para a cidade conhecida como Jerusalém. Só depois que Israel unificou e consolidou Jerusalém como sua Capital, os árabes na região despertaram, e a disputa pela Cidade do Grande Rei começou.

Em todas as negociações de “paz” entre Israel e os novos palestinos, estes últimos impõem como pré-condição que Israel abra mão de Jerusalém, a Capital Eterna do Povo Judeu.

Como parte de um movimento mundial para deslegitimizar Israel, e o vínculo do Povo Judeu e das Ecrituras Sagradas à Cidade da Paz, Jerusalém, a UNESCO apagou os milhares de anos de História judaica no Monte do Templo. Num documento de cinco páginas, a UNESCO declararou em Abril de 2016 referiu-se à área como “Mesquita Al-Aqsa”, e adicionou o termo pejorativo “o Poder de Ocupação,” cada vez que o nome de Israel aparecia no documento. Em Maio, alguns líderes europeus e árabes se reuniram na França para decidirem o que fazer sobre o conflito entre Israel e os Palestinos. E em Junho último, quando Israel celebrava o Dia de Jerusalém, até mesmo um desfile das bandeiras de Israel pelas ruas da Cidade Velha foi motivo de condenação contra Israel e os organizadores do Desfile. Nenhum país que mantém relações diplomáticas com Israel, tem embaixada na Capital, mas em Tel Aviv ou outras cidades.*

O cerco sobre a Cidade do Grande Rei está fechando e as nações já estão se reunindo para tirar sortes e decidir sobre o futuro da Capital de Israel, Jerusalém.

* lista de embaixadas estrangeiras em Israel. http://www.science.co.il/Embassies.asp

Rachel Rachewsky Scapa é jornalista e apresentadora de dois programas de Rádio: Voz de Israel-notícias aos Domingos; Encanto Brasileiro- música brasileira em Hebraico numa emissora Israelense às 3as-feiras. Ela reside em Israel desde 1982.

Publicado originalmente no Jornal Novo Tempo de Foz do Iguaçu, PR Brasil Julho 2016

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Rachel (Rachely) Scapa, studied journalism at the Open University TLV under Yedioth Aharonoth's journalist Dudi Goldman. Rachel served as news correspondent for various radio stations abroad, including BBC 3 Counties and Voice of America, both in English and Portuguese, giving the best reports from Israel. Currently she has two radio shows - one in Portuguese, which she has had for more than 13 years, presenting News from Israel and the ME. In the other, in Hebrew, she presents Brazilian music, on an Israeli radio station. Rachely is also a columnist for a Christian newspaper in Brazil, distributed over the triple border between Brazil, Argentina and Paraguay.